Talk de Midas Pharma · O simpósio

Preparação de palestrante para simpósio satélite

O simpósio satélite coloca três partes na mesma sala: quem patrocina a sessão, quem apresenta com independência sobre o conteúdo, e o congresso que aprova a programação. A preparação da apresentação costuma ficar sem dono nessa configuração, e ela rende quando é contratada como trabalho próprio, com fronteira escrita antes de começar.

Ver as três partes
Quem responde pelo quê

Três papéis, e nenhum deles responde pela preparação.

Parte 1

Quem patrocina

Organiza a sessão, escolhe o tema e responde pelo investimento. Tem interesse direto no resultado da sala e a menor margem para opinar sobre o conteúdo científico apresentado.

Responsável pelo resultado, distante do conteúdo
Parte 2

Quem apresenta

Aceita o convite pela relevância do tema e mantém independência sobre o que afirma. Monta a fala sozinho, quase sempre no intervalo entre a agenda clínica e a viagem.

Dono do conteúdo, sozinho na preparação
Parte 3

Quem aprova

O congresso define o formato, o horário, a duração e os prazos de submissão. As decisões dele chegam como restrição para os outros dois, e chegam cedo.

Decide o enquadramento antes de todos
O que a configuração produz

A preparação é de todos, e por isso é de ninguém.

Cada uma das três partes tem uma razão legítima para não assumir a preparação da fala. O patrocinador evita, por respeito à independência de quem apresenta. O congresso não tem papel nisso. E quem apresenta trata o preparo como parte do próprio ofício, o que costuma significar montar os slides na semana anterior.

O resultado é previsível. A sessão tem produção cuidada, tema relevante e nomes fortes, e a apresentação que chega ao palco é a primeira versão que alguém teve tempo de montar.

Contratar a preparação como trabalho próprio resolve isso sem tocar na independência de ninguém, desde que a fronteira esteja escrita antes de começar. O conteúdo permanece com quem apresenta. A forma passa a ter dono.

Preparar a forma e respeitar o conteúdo são a mesma operação, quando a divisão está clara.

Um ganho que só aparece no conjunto

Quando são quatro falas, a sessão também tem roteiro.

Uma sessão típica tem três ou quatro apresentações seguidas, montadas em separado por pessoas que não conversaram entre si. Duas consequências aparecem sempre.

A primeira é a repetição. A mesma introdução de contexto abre duas falas seguidas, e a plateia paga o preço em atenção. A segunda é a ausência de progressão: quatro apresentações competentes que não formam um percurso, e a sala sai com quatro impressões soltas.

Preparar a sessão inteira resolve as duas na mesma passada. Cada fala mantém autonomia e sabe o que a anterior já entregou, e a plateia percebe um argumento que se constrói do começo ao fim.

Perguntas

O que costumam perguntar.

O que é um simpósio satélite?

É uma sessão que acontece dentro da programação de um congresso, com patrocínio declarado de uma empresa e palestrantes convidados que mantêm independência sobre o conteúdo científico que apresentam. O formato coloca três partes na mesma sala: quem patrocina, quem apresenta e quem aprova a programação.

Quem prepara o palestrante do simpósio satélite?

Na prática, a preparação costuma ficar sem dono. O patrocinador organiza a sessão, a agência produz o ambiente e o palestrante monta a própria fala, quase sempre sozinho e quase sempre perto da data. A preparação da apresentação é um trabalho próprio, e ela ganha quando é contratada como tal.

A preparação interfere na independência do palestrante?

O conteúdo científico permanece integralmente com quem apresenta, e a validação do que é afirmado segue com quem sempre a fez. O preparo trabalha a forma: a ordem das ideias, o critério de corte, a função de cada slide e o ensaio. É a mesma distinção que separa revisar uma tese de escrevê-la.

Dá para preparar vários palestrantes da mesma sessão?

Dá, e costuma render mais do que preparar cada um isoladamente. Quando a sessão tem três ou quatro falas seguidas, o ganho maior vem de evitar repetição entre elas e de desenhar a progressão da sessão inteira, para que a plateia perceba um percurso em vez de quatro apresentações independentes.

Quando começar a preparação?

Antes da data em que os slides precisam ser enviados. Depois dela o material está fechado, e o trabalho passa a se concentrar em como a fala se apoia no que já foi submetido. A preparação rende mais quando entra no mesmo cronograma da submissão.

A arena

O desenho completo para comunicação médico-científica.

Os formatos, o método em cinco movimentos e os seis critérios de leitura estão abertos na página da arena de farma.

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Fernando Palacios Fundador da Storytellers e 2x World's Best Storyteller, World HRD Congress, Mumbai, 2017 e 2018.