Talk de Midas Pharma · A escolha

Como escolher um speaker trainer

Comece pelo entregável, antes do vocabulário. A prateleira tem quatro categorias que usam palavras parecidas e trabalham objetos diferentes: coach de oratória, curso aberto, consultoria de narrativa e agência. A pergunta que separa as quatro em um minuto é o que o participante leva no fim. Depois dela, seis critérios fecham a escolha.

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Quatro categorias, quatro objetos

Coach, curso, consultoria e agência.

Coach de oratória

O objeto é a pessoa

Trabalha voz, presença, ansiedade e desenvoltura, em geral um a um e ao longo de várias sessões. Rende bem quando a pessoa já sabe o que quer dizer e trava na hora de dizer. O ganho aparece com continuidade.

Entrega capacidade, ao longo do tempo
Curso aberto

O objeto é o repertório

Turma montada com participantes de origens diferentes, ementa fixa e exercícios comuns. Rende bem para formar base e para quem está começando. O material específico de cada participante costuma ficar fora do escopo.

Entrega formação, com turma e calendário
Consultoria de narrativa

O objeto é a fala

Trabalha a apresentação concreta: estrutura, ordem, corte e material, com prazo ligado a um evento. Rende bem quando existe uma fala com data e consequência. É a prateleira em que nós trabalhamos, como consultoria de storytelling, e é o que o mercado chama de speaker training.

Entrega artefato, com prazo e verificação
Agência

O objeto é o evento

Responde pela produção: local, palco, credenciamento, transmissão e a experiência da plateia no ambiente. A fala de cada palestrante costuma ficar sem dono nesse arranjo, e é onde os dois ofícios somam.

Entrega o evento, e a fala continua com o palestrante

Nenhuma categoria é melhor que a outra. Elas resolvem problemas distintos

Três propostas na mesa

Quando todas prometem o mesmo resultado.

Propostas de treinamento convergem para o mesmo vocabulário: mais impacto, mais segurança, mais engajamento. Comparadas pela promessa, elas ficam empatadas. Comparadas pelo processo, elas se separam sozinhas.

Peça a descrição do que acontece dentro da sessão. Quem tem método consegue narrar o dia inteiro em blocos, dizer o que se decide em cada um e o que sai por escrito no fim. Quem trabalha por repertório descreve temas. A lista literal de perguntas para essa conversa está na peça sobre o que perguntar antes de contratar.

Promessa empata. Processo e entregável separam.

A régua, para levar à reunião

Seis critérios de escolha que fecham a decisão.

01

Objeto de trabalho

O trabalho age sobre a pessoa que fala ou sobre a fala em si. As duas respostas são legítimas, e você precisa saber qual está comprando.

02

Entregável

O que o participante leva no fim, por escrito. Capacidade e artefato são coisas diferentes, e só uma delas você consegue verificar no mesmo dia.

03

Quem conduz

Quem assina a proposta é quem estará na sala. Vale confirmar, e vale saber a experiência de quem conduz com o formato específico do seu evento.

04

Ajuste ao contexto

O método se ajusta ao seu formato, ao tempo de fala e ao perfil de quem apresenta. Vocabulário do setor ajuda, e sozinho ele não basta.

05

Fronteira com a revisão

A validação do que é afirmado segue com as áreas responsáveis. Isso precisa estar escrito na proposta, com a fronteira nomeada.

06

Como se verifica

Escreva antes, em uma frase, o que precisa estar diferente depois. Sem esse critério, todo resultado parece aceitável e nenhum parece suficiente.

A lista de perguntas literais para levar à conversa com o fornecedor está na peça sobre o que perguntar antes de contratar speaker training, que cobre também a decisão anterior a essa, entre resolver com o time interno ou contratar fora.

O critério do setor

O que muda quando o contexto é farma.

Três condições do setor mudam a régua, e elas raramente aparecem numa proposta desenhada para qualquer setor.

  • A plateia domina o assunto. Explicar demais custa credibilidade, e o critério do que precisa ser reconstruído muda
  • A validação tem dono. As áreas médica, regulatória e jurídica seguem responsáveis pelo que é afirmado, e o trabalho fica na forma
  • O palestrante é externo. O médico convidado não responde a quem contrata, e pedir preparo a ele exige outra abordagem

A terceira condição costuma ser a mais subestimada. Sobre ela escrevemos em autoridade sem hierarquia, e o desenho do trabalho com médicos convidados está em treinamento de KOL.

Perguntas

O que costumam perguntar.

Como escolher um speaker trainer?

Comece pelo entregável, antes do vocabulário. Pergunte o que o participante leva no fim do trabalho: se a resposta descreve capacidades, o objeto é técnica de palco; se descreve um artefato, como a estrutura da apresentação escrita e o material reconstruído, o objeto é conteúdo. Depois disso, seis critérios de escolha separam as opções: objeto de trabalho, entregável, quem conduz a sessão, familiaridade com o seu contexto, fronteira com as áreas de revisão e como o resultado será verificado.

Qual a diferença entre um coach de oratória e uma consultoria de narrativa?

O coach de oratória trabalha a pessoa que fala: voz, presença, ansiedade, desenvoltura, normalmente em sessões individuais e recorrentes. A consultoria de narrativa trabalha a fala em si: estrutura, ordem, corte e material, com entregável definido e prazo ligado a um evento. Os dois ofícios são legítimos e a escolha depende de qual dos dois objetos está travado no seu caso.

Todos prometem o mesmo resultado. Como separar?

Peça a descrição do que acontece dentro da sessão, minuto a minuto, e o que sai dela por escrito. Propostas que descrevem processo e entregável se distinguem sozinhas. A lista literal de perguntas para essa conversa está na peça sobre o que perguntar antes de contratar.

O que muda quando o contexto é farma?

Três coisas. A plateia domina o assunto, o que muda o critério do que precisa ser explicado. A validação do que é afirmado segue com as áreas médica, regulatória e jurídica, então o trabalho fica na forma e a fronteira precisa estar clara desde a proposta. E o palestrante costuma ser um médico externo, sem relação hierárquica com quem contrata, o que muda inteiramente a forma de pedir preparo.

Devo contratar quem já atendeu a minha concorrente?

Experiência no setor ajuda no vocabulário e reduz o tempo de aquecimento, e ela não é critério suficiente sozinha. Vale conferir se o método é o mesmo aplicado a todos os clientes ou se ele se ajusta ao formato do seu evento, ao tempo de fala e ao perfil de quem vai apresentar. Confidencialidade também entra na conversa, e é razoável perguntar como ela é tratada.

Speaker trainer e speaker bureau são a mesma coisa?

São ofícios distintos. O bureau intermedia a contratação de palestrantes para eventos, e o trabalho dele termina quando o palestrante certo está confirmado. O speaker trainer prepara quem vai falar, e o trabalho dele começa exatamente aí. A página sobre speaker bureau trata da diferença em detalhe.

A conversa

Use os seis critérios conosco também.

A Anamnese Estratégica é uma conversa de trinta minutos sobre o seu caso concreto. Ela serve para responder aos seis critérios acima com o nosso nome no lugar do fornecedor, e para dizer quando a resposta certa é outra categoria da prateleira.

Agendar a Anamnese Estratégica
Fernando Palacios Fundador da Storytellers e 2x World's Best Storyteller, World HRD Congress, Mumbai, 2017 e 2018.